Já peguei bronca de tanta gente, mas tanta gente, só que a maioria delas era por causa de outra pessoa. Por exemplo, na escola, eu tinha um ódio mortal duma menina que fez mal à uma amiga minha (eu tenho muito disso, de tomar as dores de pessoas próximas). Eu olhava pra ela e virava o Ciclope sem óculos, se eu tivesse poderes paranormais ela virava pó. Eis que hoje, uns cinco anos depois, eu nem ligo pra ela. Nem minha amiga liga mais, ela fez mal por um motivo que já passou, perdeu a significância, e eu, não a odeio mais. Nem lembro mais que ela existe, assim como outras pessoas que eu já quis socar e hoje, se eu ver na rua, capaz de nem reconhecer mais. Engraçado isso de ódio relacionado, porque não é uma coisa SUA, é algo que atingiu alguém próximo, você odeia por causa de uma pessoa, que se hoje você não tem mais contato, nem liga. Engraçado, engraçado.
sabe quando uma pessoa muito aleatória começa a falar sem parar de coisas babacas que não interessam a ninguém? e sabe quando você tá co dor de cabeça, tanto que sente que o fim está próximo e tudo o que você quer é silêncio? Daí a pessoa aleatória começa a IMITAR NENÉM falando e sua maior vontade é levantar e berrar 'NINGUÉM TÁ INTERESSADO NA SUA VIDA RIDÍCULA, AGORA SENTA E VAI TRABALHAR SUA BISCATE'. então, tô contando carneirinhos pra não ter que fazer isso.
tem uma coisa que me causa certo nojo: menina que não usa maquiagem. sei que cada um cada um, gostos são gostos, mas ao meu ver, se a fofíssima não bota um rímel nessa cara e nem passa um blush, será que ela se lava?! será que ela penteia o cabelo?! quais as prioridades dessa pessoa que não pode gastar dois minutos aplicando uma camada simples de rímel? não sei se eu tô muito errada e pensar que é absurdo menina não usar maquiagem ou se as meninas que não usam maquiagem que são desleixadas mesmo.
quando eu entrei pro ensino médio, isso há seis anos atrás, eu só tinha dois amigos na minha sala, o resto era deconhecido e eu, bem, nunca curti fazer amigos. meus outros amigos eram tão anti-sociais quanto eu, então, por uns bons meses a gente ficou nesse grupinho. até que a gente precisava formar grupos de cinco, e o negócio pegou. lá vai os três 'eu não gosto de pessoas, me deixem só com meus amigos' fazer amigos. como eu tinha cabelo colorido, foi mais fácil, porque na visão dos outros, eu era "maluca", então era tudo uma grande farra pra mim. fui nessas e comecei a dar apelidos pras pessoas, que me davam apelidos também e eis que, em uma semana, já era todo mundo bem amigão e se chamando por apelidinhos infames e babacas. o fato é: nunca ninguém se ofendeu e nem pegou pesado demais. se não curtia o apelido por algum trauma ou sei lá, a gente conversava, não precisava chegar nas vias da justiça brasileira pra isso parar. era questão de DIÁLOGO e só, acabou o problema. minha geração era bem mais tranquila pegando pesado assim e se respeitando. hoje vocês são muito molengas e sensíveis, nada pode e tudo é um processo. que chatice.
esse ano tá complicadíssimo pra mim, e sempre que alguma coisa tá ruim pra mim, eu procuro casos parecidos pra comparar (tipo um passatempo). E o ano tá complicado pro Billie Joe também, então, tudo pode melhorar.
bateria do meu relógio acabou, meu ônibus demorou, uma menina me deu a maior bolsada que já tomei na cara no ônibus, trânsito que me fez atrasar meia hora, metrô com uma mulher com o perfume mais insuportável que meu jeito, cheguei no trabalho e minha cadeira tava desregulada, minha unha quebrou na carne, mudaram o banco em que pagam nosso salário pra um que eu, se pudesse, tacaria fogo, minhas encomendas da Amazon não chegaram em Miami e só consegui o dinheiro e um produto de volta, namorado trabalhando no final de semana. e tudo isso, num único dia, a seis dias do meu aniversário.
inferno astral.
inferno astral.
Eu não sei de onde vocês são e não conheço muitas cidades desse Brasil, mas uma certeza que eu tenho é de que não existe nada mais peculiar do que o Centro da cidade.O Centro de São Paulo deve ser o mais peculiar do país, se não do mundo, e eu lhes digo o porque contando de uma situação que vivi hoje.
Eu precisava tirar uma xerox meio que urgente e só haviam livrarias e lojinhas de doces em volta, daí fui perguntar prum policial onde que tinha algum lugar que tirasse xerox. "naquela banca ali", apontou o Sr. Policial, e lá fui eu. Entro na banca e já pergunto 'quanto que tá a xerox?' (não que eu tivesse disposta a negociar uma xerox, mas é uma cordialidade) e pra minha surpresa o atendente estava só cheirando cocaína num espelho, desses de pendurar na parede. Foi muito agradavél explicar o que eu queria que fosse copiado, pagar e ainda agradecer pruma pessoa que ainda carregava pó branco no nariz.
Eu precisava tirar uma xerox meio que urgente e só haviam livrarias e lojinhas de doces em volta, daí fui perguntar prum policial onde que tinha algum lugar que tirasse xerox. "naquela banca ali", apontou o Sr. Policial, e lá fui eu. Entro na banca e já pergunto 'quanto que tá a xerox?' (não que eu tivesse disposta a negociar uma xerox, mas é uma cordialidade) e pra minha surpresa o atendente estava só cheirando cocaína num espelho, desses de pendurar na parede. Foi muito agradavél explicar o que eu queria que fosse copiado, pagar e ainda agradecer pruma pessoa que ainda carregava pó branco no nariz.
Sei que eu ainda sou jovem, mas vou falar com tom de tia: a juventude de hoje me dá nojo. Não guento ver menina de 16 anos com tudo reclamando que a vida é uma porcaria. Sabe, ler tweet enviado de iPhone "eu só queria dormir pra sempre" por causa de macho é ridículo. Falar que tem problemas porque o menininho que você gosta não sabe da sua existência, sendo que você é chatinha e nem fala com ele, muito menos sobre o que você sente, é desprezível. Você tem 16 anos, você não tem problemas, você é uma adolescente, passa por coisas, mas problemas você tem quando você cresce. Falta de dinheiro, stress no trabalho, contas e etc etc. ISSO É PROBLEMA, MINHA FILHA.
